Pacientes relatam longas horas de espera e falhas na triagem inicial, enquanto a direção da unidade justifica o atraso pela alta demanda e reforça o uso da telemedicina.
Crise no atendimento e descontentamento da população
Pacientes que buscaram assistência médica na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Estadual de Feira de Santana enfrentaram um cenário de caos, longas horas de espera e superlotação entre a quinta-feira (25) e a sexta-feira (26). Segundo denúncias da jornalista Lana Matos, usuários relataram ter passado a noite inteira no local sem receber informações claras, enfrentando recepções lotadas e filas em pé para a entrega de documentos
Segundo a denúncia, a revolta da população aumentou com a alegação de que a orientação sobre a operação restrita da unidade — que priorizava pediatria, traumas ortopédicos recentes e emergências de risco — só foi comunicada na madrugada, gerando atrasos que poderiam ter sido evitados com um fluxo inicial de triagem mais transparente e ágil.
O posicionamento oficial e alternativas tecnológicas
Por outro lado, a Assessoria de Comunicação da UPA, gerida pela S3 Gestão em Saúde, emitiu uma nota oficial esclarecendo que a unidade enfrenta reflexos de uma superlotação severa devido ao aumento expressivo na procura por urgência e emergência. A direção desmentiu qualquer restrição de atendimento, assegurando que 100% dos pacientes são acolhidos e classificados conforme protocolos técnicos vigentes, priorizando os casos graves.
A gestão destacou ainda que a estrutura física de consultórios e leitos é limitada para o volume simultâneo nos horários de pico e reforçou que a telemedicina é oferecida como alternativa imediata para casos de menor gravidade, embora muitos usuários ainda optem pela espera do atendimento presencial.
Abaixo nota na íntegra
Feira de Santana (BA), 26 de junho de 2026
A Assessoria de Comunicação da UPA Estadual de Feira de Santana informa que a unidade enfrenta, na quinta-feira (25) e sexta-feira (26), superlotação devido ao aumento da procura por atendimentos de urgência e emergência.
Pacientes classificados como de menor gravidade podem enfrentar maior tempo de espera devido à alta demanda. Para esses casos, a UPA oferece telemedicina como alternativa para ampliar o acesso e reduzir a espera.
Ainda assim, muitos usuários optam pelo atendimento presencial, o que pode aumentar o tempo de permanência na unidade. No entanto, a capacidade física é limitada pelo número de consultórios, leitos e espaços de atendimento diante do volume aumentado de consultas clínicas, o que impede atender toda a demanda simultaneamente nos horários de maior procura.
Sobre informações de suposta restrição de atendimentos, a unidade esclarece que todos os pacientes são acolhidos e classificados, com atendimento definido conforme a gravidade, seguindo os protocolos vigentes.
A direção da UPA reforça o compromisso das equipes em prestar atendimento seguro, humanizado e baseado em critérios técnicos, priorizando os casos mais graves.
A unidade reconhece os transtornos causados pela alta demanda e reafirma seu compromisso com a transparência, a qualidade do atendimento e o acolhimento da população.
Assessoria de Comunicação
UPA Estadual de Feira de Santana
S3 Gestão em Saúde




