Em ritmo de Copa e celebração junina, a icônica banda feirense promete transformar a noite deste sábado em um espetáculo de som, herança cultural e devoção popular.
O acorde do povo e o brilho da noite
Sob o céu adornado pelas bandeirolas multicoloridas que costuram o firmamento de Bomfim de Feira, a pulsação do autêntico forró ganha contornos de pura magia neste sábado, dia 27 de junho. O tradicional festejo de São Pedro abre suas portas para acolher a consagrada banda Capim Molhado, que este ano veste o verde e amarelo em uma ode à identidade e ao orgulho nacional.
Com o fole da sanfona estendido como um abraço e o compasso do triângulo a ecoar no peito de cada feirense, o palco se transforma no epicentro de uma catarse coletiva, onde a poeira do chão se levanta para dançar junto à comunidade.
O evento transcende o mero entretenimento: é o resgate das raízes profundas do sertão, onde a sanfona chora de alegria e a melodia abraça as almas sedentas de festa e devoção.
Em meio ao aroma de milho cozido, ao estalar das fogueiras que aquecem a noite e ao brilho dourado dos candeeiros, o público se une em uma única voz para celebrar a herança de São Pedro, o santo das chaves e das chuvas que fertilizam a terra.
A apresentação do Capim Molhado promete ser o ápice emocional de uma jornada de fé e cultura, costurando gerações através de letras que narram o cotidiano, os amores e a resiliência do povo nordestino.
Cada acorde emitido é um tributo à permanência de uma tradição que resiste ao tempo e se renova a cada inverno, eternizando a identidade cultural de Bomfim de Feira na grande colcha de retalhos que forma a alma do Brasil profundo.




