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Feira de Santana
domingo, 19 abril, 26
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POR CAMINHOS BUCÓLICOS

Tudo começa quando Sileno ama.

Quando a noite do desconsolo baixa,
A solidão semelha-se a uma caixa,
Em cujo fogo o coração se inflama.

Pego um livro de páginas amargas
E vou direto ao poema que me chama
Ao íntimo fulgor – ele é todo chama
De um coração que não divide cargas.

Subo e desço serras, enfrento vagas.
Vou por caminhos; sinto que me resta
Alívio redentor de contas pagas.

“Tristezas não pagam dívidas”, dizes.
Por isso é que passeio por floresta
De amor, de canto e pássaros felizes.

(Florisvaldo Mattos. SSA-BA, 20.11.2017)

Ilustração: Henri Matisse, Colagem.

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