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Feira de Santana
domingo, 19 abril, 26
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​O profeta do gueto: Gilsam e a pulsação eterna do Reggae Feirense

Com mais de 25 anos de estrada, o cantor celebra nova idade reafirmando seu papel como baluarte da cultura afro-brasileira

​A batida que ecoa do coração de Feira

Neste 10 de fevereiro, o ar de Feira de Santana parece vibrar em uma frequência diferente, carregando o peso e a leveza de quem faz da música um ato de resistência. Gilson Souza Santana, o Gilsam, completa mais um ciclo de vida consolidado como uma das maiores referências do reggae brasileiro.

Com mais de duas décadas de carreira, ele transcende o entretenimento; sua voz é um manifesto de consciência crítica, paz e amor que brota do asfalto quente e encontra abrigo no coração de quem busca justiça social.

Das raízes profundas no afoxé “Pomba de Malê”, Gilsam lapidou uma identidade sonora única, onde o balanço da Jamaica se encontra com a força do dendê baiano. Sua trajetória é marcada por álbuns que se tornaram hinos, como Reggae para Todos e Tenda, obras que serviram de alicerce para sua discografia.

Em 2019, o artista abraçou a modernidade com o lançamento de Simplesmente Reggae, levando sua mensagem das praças feirenses para as vitrines digitais do mundo, sem nunca perder a essência do gueto.

O sopro de vida entre a melodia e a luta

A celebração deste aniversário ganha um tom especial com o carinho de seus pares e familiares. Lourdes Santana, presidente do Odungê e guardiã da cultura negra, faz coro às homenagens, reforçando que o legado de seu irmão é um pilar para a comunidade. Gilsam não é apenas um instrumentista talentoso; ele é um cronista da realidade afro-brasileira, um poeta que transforma as dores e as cores da periferia em esperança, provando que o reggae é, antes de tudo, a linguagem universal da liberdade.

​Ao completar mais um ano, o mestre do reggae feirense recebe os aplausos de um público fiel e o reconhecimento de portais como o Digaí Feira. Que as vibrações positivas continuem regendo sua caminhada, para que o som do baixo continue a tremer o chão e a elevar as almas.

Vida longa ao mestre, cuja música é o espelho de um povo que não se cala e que encontra na harmonia de Gilsam a força necessária para seguir adiante.

Falar de Gilsam é falar da própria pulsação do reggae no Sertão e na Bahia. Ele não apenas toca música; ele traduz o sentimento das ruas e a força da ancestralidade em cada acorde.

 

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