No Dia Nacional da Mulher Negra, o Secofs homenageia a resiliência e a liderança das trabalhadoras que constroem diariamente a identidade e a economia feirense.
A poesia do trabalho e a ancestralidade viva
No pulsar cotidiano dos corredores do comércio, o olhar atento e o sorriso acolhedor das mulheres negras desenham o verdadeiro mapa de Feira de Santana. Elas são a espinha dorsal de uma cidade comercial por natureza, mas humana por essência, transformando o esforço de cada jornada em um ato contínuo de dignidade, força e superação.
Relembrar e celebrar o Dia Nacional da Mulher Negra — celebrado em 25 de julho — é mais do que marcar uma data no calendário; é reconhecer que a resiliência dessas trabalhadoras constrói o presente e molda o futuro de toda a sociedade feirense.
Para o presidente do Secofs, Antônio Cedraz, esse reconhecimento é compromisso de vida: “A mulher negra no comércio não é apenas força de trabalho, é liderança pura, garra e inspiração diária. Celebrar a sua existência e as suas lutas é reafirmar o nosso compromisso inegociável com o respeito, a igualdade e a valorização que elas merecem em todas as frentes de trabalho.”
Vozes de resistência e futuro
A trajetória da mulher negra no comércio carrega a memória viva da ancestralidade que resiste e se reinventa a cada atendimento, a cada meta alcançada e a cada obstáculo superado. Elas ocupam espaços, redefinem papéis e mostram que a liderança feminina e negra é motor fundamental para a transformação social e econômica da nossa região.
Reafirmando esse legado de lutas e conquistas, o dirigente sindical Délcio Mendes ressalta o significado desta homenagem: “Reconhecer o papel da mulher negra é olhar para a nossa história com gratidão e para o futuro com responsabilidade. Elas enfrentam duplas jornadas, superam preconceitos e, ainda assim, conduzem nosso comércio com uma dignidade ímpar. Celebrá-las ontem, hoje e sempre é dever de toda a sociedade que busca justiça e equidade.”


