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quarta-feira, 14 outubro, 26
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De quem ensina a quem aprende: professores transformam trajetórias por meio da educação na Bahia

Histórias de Nestor Gálvez e Johniery Almeida ( foto destaque)  mostram como a docência inspira pessoas por diferentes caminhos

Em 2006, Nestor Gálvez Ronceros deixou o Peru em uma viagem que mudaria para sempre sua história. Engenheiro mecânico recém-formado, ele buscava no Brasil a oportunidade de continuar os estudos. Foram dias de deslocamento de ônibus até o Rio de Janeiro. No bolso, levava aproximadamente 140 dólares (quantia que na época equivalia a cerca de R$300,00), valor que precisou “esticar” por cerca de dois meses, até a liberação da bolsa de pesquisa, contando também com o apoio de colegas que conheceu pelo caminho.

“Quando olho para trás, percebo que aqueles 140 dólares representavam muito mais do que dinheiro. Representavam coragem, incerteza e, principalmente, a decisão de acreditar que era possível construir uma nova etapa da minha vida por meio da educação e da pesquisa”, relembra.

No Rio, encontrou os laboratórios e os orientadores de mestrado que procurava e desenvolveu um projeto na área de liquefação do gás natural, aprofundando conhecimentos em criogenia, termodinâmica e eficiência energética. Experiência que se tornou uma das bases para sua aproximação com o hidrogênio verde.

Anos depois, escolheu a Bahia, pelas oportunidades profissionais, para iniciar uma nova fase. Foi aqui que nasceram seus dois filhos, Andrea e Nestor, suas principais motivações para continuar avançando. A eles, procura transmitir uma mensagem que aprendeu com a própria jornada: “conhecimento, persistência e trabalho podem abrir caminhos que, no início, parecem impossíveis”.

Em 2018, Nestor chegou ao campus de Feira de Santana da Universidade Salvador (UNIFACS), integrante do maior e mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do país: o Ecossistema Ânima, onde permanece como professor. Na sala de aula, identificou outro espaço para materializar uma ideia que o acompanha: a educação também pode despertar curiosidade, estimular a experimentação e aproximar os estudantes de problemas que vão além dos livros e das equações.

Ao estudar o hidrogênio verde, o professor busca compreender não apenas a produção, mas toda a cadeia que envolve eficiência energética, armazenamento, liquefação, transporte e utilização, além das condições necessárias para viabilidade econômica. No Nordeste, ele identifica possibilidades relacionadas à disponibilidade de fontes de energia solar e eólica, mas também destaca os desafios que precisam ser enfrentados, como infraestrutura, qualificação profissional, inovação e investimentos. Para ele, entender esse cenário também significa preparar os estudantes para participar de uma área que pode abrir novos caminhos para a engenharia e para o desenvolvimento energético da região.

Em atividades experimentais, sob direcionamento de Nestor, os alunos puderam construir, testar e observar sistemas relacionados ao hidrogênio, dando forma a conceitos de um campo que reúne inovação e sustentabilidade. “Mais do que ensinar o funcionamento de uma célula de hidrogênio, o objetivo era mostrar aos estudantes que eles são capazes de construir algo, investigar um problema e transformar conhecimento teórico em uma experiência concreta”.

Ao recordar os caminhos percorridos desde o dia em que atravessou a fronteira, o peruano enxerga uma trajetória em que pesquisa e docência se encontram. O hidrogênio verde tornou-se uma espécie de conexão entre momentos distintos de sua carreira, mas também uma forma de pensar no futuro e nas pessoas que poderão construí-lo.

“Talvez essa seja a principal contribuição que procuro deixar como professor e pesquisador: preparar pessoas para aquilo que ainda está sendo construído. Se conseguirmos despertar nos estudantes a capacidade de pesquisar, experimentar, questionar e propor soluções, estaremos formando não apenas engenheiros para o mercado de trabalho, mas profissionais capazes de participar da construção dos próximos sistemas energéticos”, acredita Nestor, que se aproxima dos 15 anos de ensino.

Para além da sala de aula

Professor Johniery Almeida (Divulgação UNIFACS)

Se a história de Nestor foi marcada pela mudança de país e pela pesquisa, a do professor de Arquitetura Johniery Almeida, da UNIFACS, mostra que a docência pode inspirar e transformar por diferentes ângulos.

A relação de Johniery com a Arquitetura vem desde a infância. Antes mesmo de escolher a profissão, ele já observava atentamente a dinâmica das cidades, os edifícios e os espaços ao seu redor, traduzindo essa percepção em desenhos criativos de casas e ambientes. Durante o ensino médio, o olhar curioso do jovem encontrou incentivo na escola, especialmente nas aulas de um professor de Geometria, engenheiro de formação, que o aproximou dos primeiros conceitos da disciplina e confirmou sua aptidão.
Decidido a seguir o caminho técnico e criativo, Johniery ingressou na graduação em Arquitetura e Urbanismo justamente na UNIFACS, instituição onde construiu uma etapa marcante de sua trajetória e da qual se orgulha de ser egresso. Foi no ambiente universitário que o desejo de lecionar começou a ganhar força, motivado pela admiração por seus próprios professores e por experiências como monitoria e iniciação científica. O caminho na carreira acadêmica consolidou-se no mestrado e, atualmente, segue em expansão no doutorado.

“Minha vocação pela Arquitetura sempre foi muito presente. Acredito que, em grande medida, isso se deve ao caráter criativo da profissão e à possibilidade de estabelecer um diálogo constante com as artes, experimentando ideias e propondo novas soluções para os espaços e para a vida das pessoas”, comenta.

Essa visão encontra no Escritório Público de Arquitetura e Engenharia (EPAE) da UNIFACS um local de atuação. “O EPAE é um projeto de extensão que materializa de forma muito concreta o compromisso da universidade com a sociedade. Por meio dele, buscamos aproximar o conhecimento produzido na universidade das necessidades reais da população, proporcionando aos estudantes uma experiência de formação que ultrapassa os limites da sala de aula”, conta o educador.

À frente do EPAE no campus de Feira de Santana há cinco anos, o professor acompanha iniciativas que também possuem uma importante dimensão social. Em parceria com a Defensoria Pública do Estado da Bahia, o projeto presta serviços técnicos de Arquitetura e Engenharia, especialmente em demandas relacionadas à Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS). Nesse período, o trabalho atendeu diversas famílias, especialmente em processos de regularização fundiária. “São situações em que um conhecimento técnico que, muitas vezes, parece restrito ao universo profissional da Arquitetura e da Engenharia passa a ter um impacto muito concreto na vida das pessoas, contribuindo para assegurar direitos e proporcionar maior segurança em relação à sua própria moradia”, avalia.

Essa conexão entre universidade e comunidade está no centro daquilo que Johniery considera essencial na formação acadêmica. Para ele, a extensão cria oportunidades para que os estudantes aprendam a partir de situações reais, ao mesmo tempo em que permite que o conhecimento produzido na universidade alcance a sociedade.

“Quando um estudante percebe que o conhecimento que adquiriu em sala de aula pode ajudar uma família a ter mais segurança em sua própria casa, contribuir para que alguém tenha acesso a um direito ou simplesmente encontrar uma solução para um problema que parecia difícil, ele começa a compreender o verdadeiro sentido da profissão que escolheu. E é muito bonito acompanhar esse processo, porque nós também nos transformamos enquanto ensinamos”.

O professor reflete ainda sobre o papel que exerce: “Formar profissionais, sim, mas formar pessoas conscientes do lugar que ocupam no mundo e da responsabilidade que têm com as vidas que podem tocar. Se conseguirmos fazer com que nossos estudantes saiam daqui entendendo que o conhecimento só ganha todo o seu valor quando é colocado a serviço das pessoas, então teremos cumprido uma parte muito importante da nossa missão”.

Sobre a UNIFACS

Há 54 anos transformando vidas por meio da educação, a Universidade Salvador (UNIFACS) é parte do Ecossistema Ânima, o maior e mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do país. Presente em Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana, a UNIFACS oferece mais de 100 cursos de graduação e pós-graduação em todas as áreas do conhecimento, aliando tradição, inovação e compromisso social. Reconhecida como a melhor universidade privada da Bahia e uma das 10 melhores do Brasil (IGC/MEC 2021), a instituição se destaca pelo investimento contínuo em infraestrutura, tecnologia educacional e conexão com as demandas do mercado, além de possuir um corpo docente de excelência com profissionais renomados. Com mais de 15 anos em Feira de Santana, consolida sua liderança também no interior do estado. Com uma trajetória sólida e de impacto, a UNIFACS segue olhando para o futuro com a certeza de que pode fazer ainda mais pela Bahia e com a Bahia.

Saiba mais em: www.unifacs.br

Sobre a Ânima Educação

Com o propósito de transformar o Brasil através da educação, a Ânima é o maior e mais inovador ecossistema de educação e impacto para o Brasil, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 360 mil estudantes, distribuídos em 17 instituições de ensino superior e aproximadamente 380 polos educacionais em todo o país.

Integradas ao Ecossistema Ânima também estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI, Le Cordon Bleu São Paulo, SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, Learning Village — primeiro hub de inovação e educação da América Latina — e Instituto Ânima.

Desde 2013, a companhia está listada na Bolsa de Valores no segmento Novo Mercado, que reúne empresas com os mais elevados padrões de governança corporativa. Em 2023, a Forbes, uma das mais respeitadas publicações de negócios e economia do mundo, incluiu a Ânima entre as 10 companhias mais inovadoras do país. Além disso, a Presidente, Paula Harraca, foi reconhecida como Executiva de Valor na categoria Educação, na edição de 2026 do Prêmio Executivo de Valor, que destaca os gestores que mais se destacam à frente de empresas e organizações.

Fonte: Andréa Castro / Assessoria de Imprensa:

 

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