Passageiros enfrentam insegurança e falta de infraestrutura básica no ponto da Rua Tupinambás; matagal e vias esburacadas completam o cenário de negligência.
A imagem de um ponto de ônibus tomado pela ferrugem, cercado por mato alto e sem qualquer sinalização visível na Rua Tupinambás, no bairro Mangabeira, é a síntese da atual gestão urbana em Feira de Santana. O registro, feito pelo fotógrafo Nei Rios, revela uma estrutura em avançado estado de degradação, onde o teto e os assentos precários mal oferecem abrigo aos usuários do transporte público.
Para quem depende do serviço, a espera pelo coletivo se tornou um exercício de paciência e risco, evidenciando que a manutenção básica de equipamentos públicos foi riscada da agenda prioritária da administração municipal.
Infraestrutura em colapso
Para além dos pontos de ônibus em ruínas, a cidade tem se transformado em um verdadeiro “complexo de crateras”, conforme relatam moradores indignados com a falta de conservação das vias. O asfalto, quando existe, é rapidamente consumido por buracos que danificam veículos e colocam em xeque a segurança de pedestres e motoristas.
Somado a isso, a ausência de sinalização horizontal e a deficiência crítica nas placas verticais mostram que o investimento em pavimentação — muitas vezes utilizado como vitrine eleitoral — carece de planejamento e continuidade.
Sem sinalização e com o matagal avançando sobre as calçadas, Feira de Santana caminha para um cenário de invisibilidade urbana e perigo constante.
*Por Luiz Tito com informações de Nei Rios
*Nei Rios é um fotógrafo e memorialista baiano, reconhecido por registrar a cultura e as feiras livres de Feira de Santana, Bahia. Ele criou uma obra artística marcante, um mapa da cidade composto por fotos das feiras locais em comemoração aos 190 anos da cidade. Também atua como colaborador no Blog da Feira e Digaì Feira





