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quinta-feira, 7 maio, 26
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​Zona Azul em Feira: Aposta na organização do Centro e o futuro dos “Flanelinhas”

Com a regulamentação do estacionamento rotativo, comércio espera aumento nas vendas enquanto debate sobre a atividade informal ganha força.

​A Câmara Municipal de Feira de Santana repercutiu, nesta quarta-feira (6), a publicação do decreto que regulamenta a Zona Azul na cidade. O vereador Jorge Oliveira (PRD) destacou que a medida é um passo crucial para organizar o fluxo de veículos e facilitar o acesso de consumidores ao centro comercial.

Segundo o parlamentar, a licitação era um desejo antigo que finalmente sai do papel, prometendo beneficiar tanto os moradores locais quanto os visitantes da região metropolitana que movimentam a economia feirense.

Impacto econômico e rotatividade

​O presidente da Casa, Marcos Lima (União), reforçou que a organização das vagas é uma resposta necessária ao avanço do comércio eletrônico, que tem pressionado as lojas físicas. “Com a implantação do sistema, espera-se uma maior rotatividade de veículos, permitindo que mais clientes encontrem vagas próximas aos estabelecimentos”, analisa o parlamentar.

A decisão é vista como um esforço conjunto entre o setor empresarial e a gestão do prefeito José Ronaldo, visando proteger a principal fonte de renda e empregos do município.

O papel do trabalhador Informal

​A chegada da Zona Azul, no entanto, levanta questionamentos sobre o destino dos “flanelinhas”, figuras onipresentes nas ruas de Feira de Santana.

Advogado Júlio Vaccarezza Neto 

Enquanto muitos condutores se sentem pressionados pela cobrança informal, juristas lembram que a atividade, por si só, não configura crime. O advogado Julio Vaccarezza Neto pontua, “o trabalho desses guardadores é, muitas vezes, uma estratégia de sobrevivência diante da falta de oportunidades, o que demanda um olhar social da gestão pública durante o processo de transição para o modelo pago”.

​Para aprofundar essas e outras questões, como o cronograma de início das operações e a responsabilidade pela fiscalização, uma audiência pública foi agendada para o dia 18 de julho.

O autor do pedido, vereador Eli Ribeiro (Republicanos), ressaltou que o diálogo com a sociedade e com os empresários será fundamental para que a transição ocorra de forma transparente, garantindo que o novo sistema atenda às reais necessidades de quem vive e trabalha no coração da cidade.

*Por Luiz Tito com informações da Ascom CMFS

Fotos: Luiz Tito

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