Mobilização popular na cidade baiana transforma o centro em grande ato político, homenageia os professores e ganha reforço de lideranças regionais.
Por Luiz Tito
Onda vermelha e mobilização popular
Nesta quinta-feira (15), o centro de Feira de Santana foi tomado por uma expressiva mobilização popular que transformou as ruas em um grande ato político em defesa da democracia, da saúde e da educação. Com concentração em frente ao Mercado de Arte Popular, militantes, movimentos sociais e cidadãos vestiram-se de vermelho para apoiar a candidatura de Lula (13) no segundo turno das eleições. O evento, promovido pelo Movimento em Defesa da Democracia e Contra o Fascismo, uniu pautas da classe trabalhadora, comemorações pela aprovação de pautas no Senado — como o fim da escala 6×1 — e a defesa da reforma agrária popular, marcando um momento de forte engajamento cívico na região.
Vozes do campo e da periferia
Para os representantes dos trabalhadores rurais e movimentos populares, a caminhada simboliza a luta pela continuidade de projetos voltados à inclusão social e ao combate às desigualdades. Adriana Nascimento Jesus, representante do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar de Feira de Santana, destacou durante o ato que o movimento representa a busca por um projeto coletivo capaz de inverter o cenário de vulnerabilidade social no país. Segundo ela, a participação popular expressa o sentimento de virada e a esperança na manutenção de direitos fundamentais para as populações mais vulneráveis do campo e da cidade.
Valorização da categoria Docente
O ato coincidiu com o Dia dos Professores, tornando a valorização da categoria um dos eixos centrais da manifestação. A presidente da APLB Sindicato, Marlede Oliveira, esteve presente liderando a categoria e prestou uma homenagem aos educadores com um bolo simbólico em meio às reivindicações. Marlede ressaltou o papel crucial dos professores no desenvolvimento social e na aprendizagem, desde a educação infantil até a universidade, ao mesmo tempo em que criticou a falta de valorização, reajustes e homenagens por parte da gestão municipal, reforçando a importância da mobilização para garantir os direitos dos profissionais da educação.
Perspectiva e união regional
Professor Márcio Vasconcelos, Vereador de Anguera, e a Professora Rita Brêda, Pró-Reitora da UEFS.
A manifestação ganhou reforço com a participação do vereador Márcio Vasconcelos (PSD), do município vizinho de Anguera. Vasconcellos enfatizou a relevância da união das cidades da região metropolitana e do Portal do Sertão na construção de uma frente ampla em defesa da classe trabalhadora. Em sua fala, o parlamentar ressaltou que a presença das lideranças municipais nas ruas fortalece a consciência política regional e demonstra que as pautas da educação, do trabalho e da justiça social ultrapassam as fronteiras municipais, unindo os cidadãos da região em prol de um projeto democrático.
Termômetro de virada política
O deputado estadual reeleito Robinson Almeida (PT) avaliou o evento como um forte indicativo de mudança de cenário neste segundo turno eleitoral. Segundo o parlamentar, a adesão espontânea do público nas ruas de Feira de Santana funciona como um termômetro da energia popular para convencer eleitores indecisos e combater a abstenção. “A presença expressiva do povo mobilizado reforça a esperança no fortalecimento da soberania nacional, na permanência dos programas sociais e no avanço do país sob um governo democrático”, destacou Almeida.
Continuidade da agenda nas ruas
A agenda de mobilizações prossegue na cidade. Para esta sexta-feira (16), às 16h, está programada uma nova atividade em frente ao Mercado de Arte Popular. O evento contará com uma Aula Pública abordando temas estratégicos como Direitos Trabalhistas e Previdenciários, Direitos das Mulheres e Direito à Educação, mantendo o diálogo aberto com a população e ampliando o debate sobre as demandas sociais de Feira de Santana e região.
Fotos: Luiz Tito



