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quarta-feira, 1 abril, 26
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Números da primeira infância na Feira

André Pomponet

Dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, indicam que, naquele ano, havia 55.451 crianças com idade entre 0 e 6 anos na Feira de Santana. Esse total representava exatos 9% da população feirense. Percentualmente, há mais crianças por aqui nessa faixa de idade que na Bahia (8,95%) e no Brasil (8,92%).

Mais de 80% das crianças nessa faixa etária são negras, de acordo com o mesmo Censo 2022. As crianças pardas são imensa maioria (56,8%), seguidas das pretas (25%). Na sequência, aparecem as crianças brancas (18%), seguidas, de longe, por indígenas (0,11%) e amarelas (0,10%).

A Feira de Santana tem um débito em relação à cobertura da atenção primária em saúde para essas crianças. Em 2022, a cobertura alcançava 76,15% na Bahia e 65,85% na Feira de Santana. Ano passado a situação até que melhorou, saltando para 71,51% por aqui, mas perdendo novamente para a Bahia, que alcançou 80,2%.

A taxa de mortalidade infantil – outro indicador essencial – aponta que 14,16 crianças morriam entre mil nascidas vivas na Feira de Santana em 2022. Foi o pior resultado desde 2018, quando alcançou 14,25. Nos últimos anos, o melhor resultado -11,79 por mil nascidas vivas – foi alcançado em 2015.

As informações – com base no Censo 2022, frise-se – estão disponíveis no site https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. Qualquer internauta pode acessar as informações.

É visível que há muito o que melhorar para a infância feirense na saúde, no saneamento, na educação. Questão essencial – nunca resolvida – é, por exemplo, a disponibilidade de creches. Favorece a formação das crianças e libera as mães que precisam trabalhar. A reivindicação é antiga.

Nos programas de governo dos candidatos à prefeitura feirense, fui consultar o tema. No programa de Carlos Medeiros (Novo), promete-se “dobrar a oferta de creches”; Zé Neto (PT) anuncia o programa “Criança Feliz”, que visa a ampliação “em direção à universalização da oferta de vagas em creches para crianças de 0 a 3 anos”; José Ronaldo (União) fala em “reforma e ampliação de creches, pré-escolas e escolas”.

A oferta de novas creches e mais vagas é fundamental para muitas famílias, particularmente as mais pobres. Muitas delas são tocadas por mulheres, que assumem, solitariamente, o duro encargo de chefes de família. Com mais vagas e creches, podem sair para trabalhar. Por aí se percebe – mais uma vez – a importância da questão.

É bom lembrar que as mulheres representam 55% do eleitorado feirense. São 235.096 eleitoras, num universo de 426,8 mil pessoas aptas ao voto. Quem deseja ser prefeito, portanto, precisa demonstrar sensibilidade com as pautas femininas…

 

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