22.2 C
Feira de Santana
terça-feira, 4 agosto, 26
spot_img

Na era da Inteligência Artificial, formar estudantes críticos se torna o maior desafio da educação

No passado, decorar fórmulas, datas e conceitos era uma das principais exigências da vida escolar. Hoje, em poucos segundos, uma inteligência artificial ou um mecanismo de busca é capaz de responder praticamente qualquer pergunta. De acordo com a 15ª edição da TIC Educação, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), sete em cada 10 estudantes usuários de internet já utilizam ferramentas de inteligência artificial generativa em pesquisas escolares. Diante desse cenário, o papel da escola deixou de ser apenas transmitir conteúdos e passou a ser desenvolver competências como pensamento crítico, criatividade, autonomia e capacidade de resolver problemas. “A inteligência artificial democratizou o acesso à informação, mas informação, por si só, não garante aprendizagem. O verdadeiro desafio da escola é ensinar os estudantes a interpretar, questionar, relacionar conhecimentos e desenvolver autonomia para fazer escolhas conscientes. São essas competências que continuarão fazendo diferença em qualquer cenário tecnológico”, destaca Edmundo Castilho, Diretor Regional do Colégio Anchieta, colégio da Inspira Rede de Educadores.

O Dia do Estudante, que será celebrado em 11 de agosto, convida à reflexão sobre uma geração que aprende de forma diferente. Nascidos em um mundo conectado, os estudantes convivem desde cedo com dispositivos digitais e acesso instantâneo à informação, o que exige metodologias mais participativas, dinâmicas e alinhadas às novas formas de aprender. Mais do que acompanhar os avanços tecnológicos, as escolas buscam estimular o protagonismo dos alunos e desenvolver habilidades que vão além do desempenho acadêmico. Concentração, comunicação, colaboração, inteligência emocional e pensamento crítico tornaram-se competências essenciais para que crianças e adolescentes saibam analisar informações, tomar decisões e utilizar a tecnologia de maneira ética e responsável. “A informação nunca esteve tão acessível, mas isso não significa que o conhecimento esteja sendo construído de forma automática. Hoje, queremos formar alunos capazes de fazer boas perguntas, investigar, conectar ideias e construir soluções para desafios reais”, pontua o diretor.

Nesse contexto, a inteligência artificial deixa de ser uma ameaça e passa a ser uma aliada do processo de aprendizagem, desde que utilizada com responsabilidade. Afinal, o futuro exigirá profissionais capazes de realizar tarefas que nenhuma tecnologia consegue substituir completamente. “Competências como criatividade, pensamento crítico, empatia, comunicação e trabalho em equipe continuarão sendo diferenciais. É isso que buscamos desenvolver diariamente na escola”, conclui Edmundo.

Mais do que ser celebrado, o Dia do Estudante reforça a importância de preparar crianças e adolescentes para aprender continuamente, adaptar-se às transformações do mundo e construir seu próprio protagonismo diante dos desafios do futuro.

Leganda Foto: Edmundo Castilho. diretor regional do Colégio Anchieta

Crédito: arquivo Anchieta

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

FIQUE CONECTADO

647FãsCurtir
183SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

ÚLTIMAS NOTÍCIAS