Longe do fim na era digital, postes de iluminação pública na Princesa do Sertão seguem como suportes valiosos para anúncios e classificados informais.
Vitrines do dia a dia
Apesar da onipresença das redes sociais e das plataformas digitais de classificados, os tradicionais postes de Feira de Santana resistem como espaços democráticos de divulgação.
Caminhando pelas ruas movimentadas do centro ou nos bairros residenciais da Princesa do Sertão, é inevitável notar a colcha de retalhos de cartazes e panfletos que cobrem essas estruturas de concreto e madeira.
Essa forma rudimentar, porém eficaz, de comunicação offline sobrevive graças ao seu baixo custo e à sua capacidade de alcançar o público local que transita fisicamente pela região.
De aluguéis de imóveis a serviços domésticos, a publicidade nos postes reflete a dinâmica do cotidiano e a busca por soluções imediatas na comunidade.
De empréstimos a serviços espirituais
A variedade de ofertas presentes nesses “muros da informação” é vasta e surpreendente. Em uma breve observação nos principais corredores urbanos de Feira de Santana, é possível encontrar anúncios detalhando ofertas de empréstimos financeiros, com promessas de crédito facilitado e taxas supostamente competitivas.
Ao mesmo tempo, cartazes coloridos e escritos à mão oferecem serviços espirituais, desde leituras de tarô e búzios até promessas de “adoçamento” amoroso..
Essa convivência heterogênea de anúncios de naturezas tão distintas ilustra como os postes servem de plataforma para todo tipo de empreendedor informal ou prestador de serviço que busca visibilidade direta com a população, sem as barreiras e custos das mídias tradicionais ou digitais.
Fotos e texto: Luiz Tito



