Doença progressiva afeta o formato da córnea e responde por cerca de 70% dos transplantes do tecido no Brasil; especialistas chamam a atenção para o hábito nocivo de coçar os olhos.
O desafio do diagnóstico Inicial e o fortalecimento da campanha na Bahia
Iniciada anualmente em todo o território nacional, a campanha Junho Violeta busca conscientizar a população sobre o ceratocone, uma condição ocular progressiva que surge geralmente na adolescência e provoca o afinamento e a deformação da córnea, fazendo com que ela assuma um formato cônico. No cenário de saúde do Nordeste, o estado da Bahia tem se destacado significativamente na difusão do diagnóstico preventivo, mobilizando clínicas e profissionais para reverter dados alarmantes: o ceratocone é responsável por 7 em cada 10 transplantes de córnea realizados no país.
Em Feira de Santana, o engajamento ganha ainda mais força com a atuação do médico oftalmologista Dr. Pedro Gantois, que está reforçando localmente as ações da campanha para alertar a comunidade sobre como a identificação precoce por meio de exames de alta tecnologia, como a topografia corneana, é crucial para impedir que a patologia evolua para a perda severa da acuidade visual.
O ato aparentemente inofensivo de coçar ou esfregar os olhos com frequência surge como um dos principais fatores ambientais associados ao agravamento do ceratocone, fragilizando a estrutura colágena do tecido ocular. Com o avanço da doença, o paciente passa a sofrer com distorções visuais extremas, fotofobia e trocas constantes na receita dos óculos sem melhora na nitidez.
Atualmente, os tratamentos variam desde o uso de lentes de contato especiais e implante de anéis intracorneanos até o procedimento de crosslinking (que fortalece as fibras da córnea), reservando o transplante cirúrgico apenas para os casos mais tardios e severos do distúrbio.
”O diagnóstico do ceratocone na fase inicial é fundamental para que possamos intervir a tempo com terapias modernas que estacionam a progressão da doença, evitando que o paciente necessite de medidas drásticas no futuro. A conscientização gerada pelo Junho Violeta salva visões ao alertar, principalmente aos jovens e seus familiares, que o hábito de coçar os olhos nunca deve ser negligenciado.”
— Dr. Pedro Gantois, Médico Oftalmologista
*Com informações e imagens: Dr. Pedro Gantois




