
Aos 58 anos, “Filé” divide a rotina entre o transporte de carga no Centro de Abastecimento e a varrição das ruas do centro feirense
Três décadas de dedicação e suor no entreposto comercial
Derrubando qualquer mito sobre a fragilidade feminina, Rosemeire Miranda Quirino, de 58 anos, é o retrato vivo da resistência e do trabalho duro em Feira de Santana. Conhecida carinhosamente no Centro de Abastecimento pelos apelidos de “Filé” e “Boa”, ela encara diariamente, há três décadas, uma jornada impressionante que começa às 4h da manhã.
Com seus 60 quilos, Rosemeire enfrenta o sol e a chuva conduzindo um carrinho de mão repleto de compras, subindo a ladeira do entreposto até as 10h com uma disposição que inspira comerciantes e frequentadores da região.
Mas o empenho da feirense não para por aí. No período da tarde e da noite, das 16h às 22h20, Rosemeire assume sua segunda missão do dia: a limpeza urbana no centro da cidade como gari, oportunidade profissional iniciada há quatro anos na gestão do prefeito Colbert Martins, a quem faz questão de agradecer.
“Meu trabalho é a minha honra”
Já reconhecida em pesquisa popular como uma das mulheres mais trabalhadoras da Princesa do Sertão, sua trajetória traduz com perfeição os versos célebres do Charlie Brown Jr., reafirmando que força, sensibilidade e coragem andam lado a lado na vida da mulher trabalhadora.
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