Presidente do Secofs, Antônio Cedraz em mais uma caminhada pelo fim da escala 6X1
Em entrevista à TV e Rádio Web Sotero, trabalhador defende revisão do modelo de trabalho, destacando o impacto da rotina exaustiva no bem-estar dos trabalhadores e na produtividade das empresas.
O impacto da rotina exaustiva no cotidiano
A discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 ganha novos contornos em Feira de Santana com o posicionamento de lideranças e trabalhadores locais. Em entrevista concedida ao profissional Antônio Oliveira (TV e Rádio Web Sotero), Willian Santos, vendedor da Rede Erguer, defendeu a necessidade de encontrar um consenso entre empresários e comerciários para garantir maior qualidade de vida e tempo de descanso para os trabalhadores. Segundo ele, o modelo atual sobrecarrega a rotina diária e compromete o convívio com a família.
O deslocamento diário e a longa jornada fazem com que muitos trabalhadores passem a maior parte do tempo no ambiente corporativo, restando poucas horas para o descanso ou para cuidar de pendências pessoais e familiares, como a atenção a filhos e pais idosos. A constante sobrecarga horária tem refletido diretamente na saúde física e mental dos comerciários, gerando quadros frequentes de estresse severo e síndrome de burnout, o que acaba por prejudicar o próprio rendimento profissional.
Exemplos de produtividade e equilíbrio

Willian Santos, vendedor da Rede Erguer
Para ilustrar que jornadas mais flexíveis e com maior tempo de descanso trazem resultados positivos, Willian citou o exemplo de empresas mantidas por empresários adventistas, que adotam a escala 5×2 respeitando o sábado e o domingo. De acordo com o entrevistado, a garantia de dois dias consecutivos de folga permite que a equipe se dedique à família, à espiritualidade e ao lazer, retornando ao trabalho com mais motivação e foco no atingimento de metas.
Lideranças sindicais reforçam a urgência da mudança
A mobilização pelo fim da escala 6×1 e por jornadas mais humanizadas segue fortalecida pelo Secofs – Sindicato dos Comerciários de Feira de Santana.
Para o presidente do Secofs, Antônio Cedraz, a revisão da escala é uma pauta central no combate à precarização das condições de trabalho:
”Nossa atuação na mesa de negociação é firme porque sabemos o valor de cada trabalhador no balcão, na caixa ou no estoque. Cada conquista e cada cláusula de proteção social são vitórias contra a precarização. A luta por uma jornada justa é fundamental para garantir dignidade, saúde e a preservação do bem-estar de quem movimenta a economia da nossa cidade.”
O vice-presidente do sindicato, Délcio Mendes, destaca que o descanso e a convivência familiar são direitos essenciais que refletem na própria qualidade da sociedade:
”A trajetória do Secofs foi construída com muito suor e coragem na defesa do trabalhador. Dar dignidade e suporte real ao comerciário que se dedica diariamente no comércio de Feira de Santana sempre foi nosso principal objetivo. Ter mais tempo com a família e com a vida pessoal não é um privilégio, é um direito básico para a saúde mental e o desenvolvimento humano.”
A proposta é ampliar o diálogo entre o setor produtivo e os trabalhadores, buscando alternativas sustentáveis que valorizem o comerciário e modernizem as relações de trabalho tanto no comércio de Feira de Santana quanto em âmbito nacional.
*Por Luiz Tito com informações de Antônio Oliveira (TV e Rádio Web Sotero)



