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Federação Nacional de Jornalistas repudia prefeito de Itapebi

Por:Luiz Tito

“Tá precisando de propina, de dinheiro, radialista? Tá precisando de propina? Fala comigo. Que  vocês radialistas, vocês jornalistas quando chega na época da política ficam atrás de propina… “parte da transcrição do áudio de um vídeo que circula nas redes sociais compromete a postura de Juarez Oliveira, o Peba (PP), prefeito de Itabebi, cidade localizada na Costa do Descobrimento, a 482 km de Salvador.

A vítima desse episódio vexatório protagonizado pelo gestor do município com cerca de 11 habitantes é a jornalista Alinne Werneck, que atua na região do extremo sul da Bahia, realizando jornalismo denunciativo.

O prefeito que vem sendo investigado pelo Ministério Publico da Bahia por supostos desvios de verbas em sua gestão, arranjou novos “inimigos” e notas de repúdios por parte de órgãos representantes da categoria estão sendo publicadas, entre eles, a Fenaj – Federação Nacional de Jornalistas.

Quem não aguenta com formigas, não assanha formigueiros. Vem chumbo grosso contra o prefeito Peba.

Nota de repúdio
A Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas) acompanha com preocupação e manifesta seu repúdio às tentativas de intimidação contra a jornalista Alinne Werneck, que atua no interior da Bahia, realizando jornalismo denunciativo.
. “É inaceitável sob todos os aspectos o ataque feito pelo Prefeito do município de Itapebi, Juarez da Silva, ao oferecer propina para jornalista, ao passo que a mesma estava denunciando o caos deixado por sua gestão. Não há espaço para esse tipo de ataque contra profissionais de imprensa em um ambiente democrático. Ao ofender e constranger a jornalista, uma das mais respeitadas do município, o prefeito desferiu um atentado à imprensa livre. A situação é agravada por ser feita no ambiente virtual. O episódio também prova, para quem ainda tinha alguma dúvida, que a conduta violenta e despótica de alguns políticos é prática corriqueira nesta região. Os ataques não impedirão que o jornalismo independente siga fazendo as perguntas necessárias a todos que ocupam, ou pretendem ocupar, cargos de poder”. Contudo, uso de métodos de intimidação contra veículos e jornalistas não se coaduna com valores democráticos e demonstra um flagrante desrespeito à liberdade de imprensa. Também evidencia uma prática característica de regimes autocráticos com o apoio de políticos, sites e influenciadores governistas, para tentar desviar o foco de reportagens incômodas por meio de ataques contra quem as apura e divulga. A FENAJ espera que tais métodos de intimidação, sobretudo contra jornalistas mulheres cessem imediatamente, em nome do respeito à liberdade de imprensa e à livre atuação do jornalismo e dos veículos de comunicação.
Brasília – DF, 29 de Abril de 2024
FEDERAÇÃO NACIONAL DE JORNALISTAS – FENAJ

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