
Estudantes da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e entidades da instituição estão organizando uma mobilização para o próximo sábado (10), com concentração a partir das 8h e início do ato previsto para 8h30, no centro de Feira de Santana. A organização foi discutida em reunião realizada na noite de terça-feira (6) e pretende levar para as ruas debates sobre direitos sociais, educação pública, condições de trabalho e a importância da participação popular nas eleições do dia 25 de outubro.
A proposta é que o ato ultrapasse os muros da universidade e dialogue diretamente com a população. Além das pautas relacionadas ao trabalho e aos direitos sociais, os estudantes pretendem chamar a atenção para a necessidade de que a população participe do segundo turno e reflita sobre os projetos de país que estarão em debate nas urnas. A mobilização também busca alertar para os impactos que as escolhas políticas podem ter sobre áreas como educação, saúde, trabalho e direitos.
Para José Renan de Jesus Santos, estudante de História, diretor de Movimentos Sociais da União dos Estudantes da Bahia (UEB) e dirigente nacional do Coletivo Quilombo, a universidade precisa estar conectada às questões que afetam a sociedade. “Esse ato é uma construção coletiva dos estudantes e dos movimentos sociais. A universidade não pode estar distante do que acontece nas ruas. Queremos dialogar com a comunidade, com os trabalhadores e com a população de Feira de Santana sobre direitos, educação pública e melhores condições de vida e trabalho, mas também sobre a importância de participar das eleições e compreender o que está em disputa”, afirma.
A organização pretende envolver estudantes de outras instituições, professores, Diretórios Acadêmicos (DAs), a Associação dos Docentes da UEFS (Adufs) e demais entidades. A intenção é ampliar a mobilização para diferentes setores, como está acontecendo em outros estados, e estabelecer um diálogo direto com trabalhadores que estarão no centro da cidade durante o sábado.
Sara Almeida de Jesus e Jesus, estudante de História, coordenadora nacional do Pajeú, vice-presidente do Diretório Acadêmico de História e diretora de Cultura e Relações Públicas do Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UEFS, defende que a discussão alcance quem está fora do ambiente universitário. “Queremos conversar com estudantes, professores, trabalhadores em geral que estarão no centro de Feira de Santana. O dia 25 de outubro é uma data importante para a democracia porque é quando a população volta às urnas, e nosso papel também é estimular as pessoas a participar, buscar informação, conhecer as propostas e compreender como as decisões políticas interferem na vida de cada uma delas”, afirma.
Entre as pautas que deverão estar presentes no ato está a discussão sobre a jornada de trabalho **6×1*, especialmente pela realização da manifestação em um sábado e em uma região de forte circulação comercial. A escolha do local permite aproximar o debate sobre trabalho e qualidade de vida da realidade dos trabalhadores que estarão no centro de Feira de Santana.
A mobilização também deverá abordar a importância da participação política e eleitoral, estimulando a população a não se afastar do processo democrático. A proposta dos estudantes é transformar o ato em um espaço de diálogo sobre os diferentes projetos e propostas em discussão no segundo turno, incentivando o eleitor a buscar informações antes de fazer sua escolha.
A organização pretende ainda dialogar com faculdades particulares e outros espaços de concentração de estudantes e trabalhadores. A concentração para o ato está marcada para *8h do dia 10 de outubro, com início previsto para **8h30*, no centro de Feira de Santana. O percurso deverá passar pelo calçadão e pela região da Feira da Marechal, com retorno ao ponto de concentração.
Fonte: Jornalista Adriana Mattos



