Tristeza de Juscelino, fanático torcedor do Tremendão,
*Por Luiz Tito
O Presente de Grego: Filipe Luís cai no aniversário do Rei
O futebol brasileiro é mestre em roteiros improváveis, mas o que se viu na madrugada desta terça-feira, 3 de março, beira o surrealismo. No exato dia em que Zico, o maior ídolo da história do Flamengo, completava 73 anos de vida, a diretoria rubro-negra “presenteou” a nação com uma notícia bombástica: a demissão do técnico Filipe Luís.
O contexto torna o desligamento ainda mais difícil de digerir para o torcedor comum. Horas antes, o Flamengo havia massacrado o Madureira por 8 a 0 no Maracanã, garantindo vaga na final do Campeonato Carioca com uma exibição de gala. No entanto, o “choque de gestão” prevaleceu sobre o placar elástico. A cúpula do clube, desgastada por perdas recentes na Supercopa e na Recopa Sul-Americana, além de rumores de um suposto acerto de Filipe com o grupo Chelsea, decidiu interromper um ciclo de cinco títulos em 16 meses.
A sucessão foi instantânea. Leonardo Jardim, técnico português com passagens por Monaco e recentemente pelo Cruzeiro, já foi anunciado como o novo comandante. Jardim chega com a missão de trazer a “mão de ferro” europeia para um elenco que, apesar da goleada histórica, parecia viver sob a sombra de uma relação já deteriorada com a antiga comissão técnica.
Feira de Santana: O silêncio das chuteiras
.Enquanto o Rio de Janeiro ferve com trocas de comando milionárias, o cenário em Feira de Santana é de profunda melancolia esportiva. A “Princesa do Sertão”, outrora um celeiro de competitividade e de craques assiste ao declínio técnico de seus principais representantes.
Bahia de Feira: O Tremendão vive um de seus piores momentos. Após uma campanha desastrosa no Campeonato Baiano de 2026, a equipe foi oficialmente rebaixada para a Segunda Divisão, terminando a competição na penúltima colocação. O o rico projeto com base na Arena Cajueiro não foi suficiente para segurar um elenco que parece ter perdido a identidade.
Fluminense de Feira: O Touro do Sertão continua seu calvário. Estacionado na Série B estadual, o clube tenta se reestruturar através de sua SAF, mas o retorno à elite parece um sonho cada vez mais distante, deixando o torcedor feirense órfão de grandes clássicos no Joia da Princesa.
Seleção Brasileira: Uma Copa do Mundo sob a Sombra do Medo
Para completar o quadro de incertezas, 2026 é ano de Copa do Mundo. Entretanto, o clima nas ruas não é de “verde e amarelo” vibrante. Com a competição se aproximando, o sentimento predominante entre os brasileiros é de um pessimismo ruidoso.
As estatísticas e o desempenho irregular nas Eliminatórias alimentam a desconfiança. Pesquisas de opinião indicam que quase metade da população não acredita no hexacampeonato este ano. Entre a crise institucional na CBF e a falta de um futebol que “encante”, o brasileiro parece encarar o Mundial mais como uma obrigação de calendário do que como uma esperança de glória.
Em um março que deveria ser de celebração pelo aniversário de Zico, grande ídolo do futebol brasileiro, o futebol nos entrega demissões inexplicáveis, rebaixamentos dolorosos e uma Seleção que, pela primeira vez em muito tempo, não consegue fazer o povo sonhar.
Fotos: Luiz Tito
.* Luiz Tito é premiadissimo repórter fotógrafico, atuou no jornal A Tarde, Feira Hoje, Notícias da Bahia, Tribuna Feirense, Diário da Feira, entre outros. Com várias exposições fotográficas, esse profissional tem fotos publicadas em grandes veículos de comunicação do Brasil. Atualmente é diretor e editor do projeto Digaí Feira – Site e jornal impresso



