Entre a pesquisa histórica de Telito Santiago e a poesia de Izaias Moreno, a música regional se firma como o grito de resistência e identidade de um povo.
O pesquisador e historiador Telito Santiago Rodrigues de Souza, filho ilustre de Antônio Cardoso, trouxe recentemente para o debate público uma reflexão profunda sobre a alma do artista regional. Conhecido por sua dedicação em documentar a história da região em diversas obras, Telito resgatou a essência do “ser cantador” como um ato de entrega e ensino.
Através das redes sociais, ele nos lembra que a música não é apenas entretenimento, mas um ofício geográfico e espiritual que percorre “estrada e estradão”, transformando a vivência árdua em lição de vida.
O Eco das estradas e a melodia do povo
Ser cantador, como bem define a lírica de Izaias Moreno citada pelo professor, é assumir o papel de porta-voz de uma coletividade muitas vezes silenciada. Existe uma mística no caminhar desses artistas que carregam a paixão no peito e a dor de um povo na garganta.
Ao transformar o desejo em melodia, o cantador empresta sua voz para que a razão do outro possa, finalmente, ser gritada e ouvida. É a história sendo escrita não apenas em livros, mas no compasso da viola e no vigor da palavra cantada que resiste ao tempo.





