De Marrocos às Canárias, o repórter fotógrafico fotógrafo baiano Reginaldo Pereira e a esposa Orquídea Vaccarezza vivem o ápice do luxo global, mas a saudade é ofuscada pela mágoa: “Fiz reza para o Flu, que foi enterrado, voltar. Caso contrário, fico aqui”, diz o incentivador cultural da sua amada cidade natal.
Deslumbre de Casablanca e a promessa de não-retorno
Com uma jornada que atravessa continentes e mistura lazer com descobertas, o casal Reginaldo Pereira e Orquídea Vaccarezza transformou sua volta ao mundo em um manifesto. A dupla registrou momentos icônicos, como a visita à imponente mesquita de Casablanca, Marrocos – a “maior do mundo”, segundo o próprio Reginaldo – e a exploração dos mares paradisíacos das Ilhas Canárias. Contudo, a rota global esconde uma condição dramática de seu principal protagonista: Reginaldo Pereira, o repórter fotográfico feirense, já manifesta o desejo de não retornar a Feira de Santana.
A Lamentação do “Coveiro”: Os Ícones perdidos da Cidade
O pretexto inusitado para a permanência no exterior é a hipotética “venda do estádio Joia da Princesa” , mas a real motivação é a dor pelas perdas culturais e desvalorizações em sua terra natal. Em um desabafo carregado, Reginaldo cita que “Os Coveiros estão em festa” e lista os tesouros que ele sente que já foram e estão sendo “enterrados”: o Estádio Jóia da Princesa, a Festa de Santana, a Micareta, a Filarmônica Vitória, a 25 de Março, a Caminhada do Folclórico, o Clube Alibaba, e o Futebol Amador.
O jornalista é categórico: ele só considera a volta se houver garantia de que esses ícones vão “voltar”, mantendo-se firme em sua posição de amor e protesto.
A fé no time e o exílio voluntário
Reginaldo Pereira transforma o descontentamento em uma analogia passional e bem-humorada, misturando futebol e fé para justificar sua “greve” de retorno. Ele revelou ter feito uma “reza para o Flu, que foi enterrado, voltar”, indicando que a ressurreição do Fluminense de Feira é tão essencial quanto a da própria cultura feirense. Inconformado, ele cita as perdas e as desvalorizações da cidade natal e por qual é apaixonado, firmando um exílio voluntário que só será quebrado mediante a prova de que a identidade cultural de Feira de Santana será restaurada.
Uma saga Global com raízes no Sertão
Enquanto o casal segue em seu tour, prometendo novos capítulos de aventura e inspiração para seus seguidores, a história de Reginaldo se torna mais do que uma simples viagem, é um grito de amor e um ultimato à sua cidade.
A foto em frente à mesquita de Casablanca e o cenário das Canárias comprovam o sucesso da jornada global, mas a verdadeira bússola de Reginaldo aponta para a recuperação dos valores de sua terra. Resta saber se Feira de Santana conseguirá dar a “garantia” que o jornalista exige para que um de seus mais entusiastas filhos retorne.
Por Luiz Tito



