
Por Luiz Tito
Dias após a realização do primeiro turno das eleições presidenciais, caminhava pelo centro de Feira de Santana quando encarei um encontro emblemático em frente ao tradicional Mercado de Arte Popular. Deparei-me com um jornalista de grande prestígio e relevância em nossa cidade, profissional por quem nutro profunda admiração tanto pela trajetória quanto pela pessoa.
Como não poderia deixar de ser, o assunto central da nossa conversa girou em torno do cenário político nacional. Em determinado momento, em tom provocativo — sabendo do meu apoio convicto e do carinho genuíno que tenho por Luiz Inácio Lula da Silva —, ele me disparou a seguinte frase: “O seu velhinho já era”.
Diante daquela afirmação, rebati de imediato. Suster a esperança não era mero otimismo, mas a certeza de que a memória coletiva e o sentimento de gratidão do povo nordestino falariam mais alto nas urnas.
Surpreendentemente, a resposta veio acompanhada de um comentário preconceituoso e pejorativo, classificando o nordestino — e em especial o baiano — de forma desrespeitosa.” O nordestino é burro”.
Com o orgulho de quem conhece a força da nossa gente, não me calei. Afirmei de cabeça erguida: “Sou nordestino, sou baiano com muito orgulho!”. Ao me despedir, deixei registrado a ele que a história tomaria o seu curso natural e que Lula retornaria à presidência da República pelo voto e pela paixão do povo brasileiro, sobretudo do Nordeste.
Ontem (25) o resultado das urnas veio para selar a verdade. Mais uma vez, o povo nordestino demonstrou que não esquece quem estendeu a mão e trabalhou por dias melhores em nossa região. Não se trata de ingenuidade, mas de reconhecimento e dignidade política.
Mesmo com algumas manobras dos opositores, a democracia se cumpriu, a vontade popular se fez soberana e a vida segue o seu rumo. Mas uma lição permanece clara para quem teima em subestimar a nossa terra: o nordestino é diferente, traz no peito a gratidão e não se curva ao preconceito.
Sou nordestino com muito orgulho!



