Nessa terça-feira (21) no auditório Professora Neide Cruz, no IETGG – Instituto de Educação em Tempo Integral, o projeto Altas Horas, com o tema: Consciência para Além do Novembro Negro, o convite para entender a rica herança afro-brasileira e reconhecer a luta contínua contra a discriminação racial e a desigualdade social.
Discussões de temas, depoimentos, dança (hip hop), peça teatral, show musical, presentes, homenagens e muitas emoções enriqueceram o evento.
Com a coordenação da professora Isabela Cristina Costa, o projeto foi organizado pela área de Ciências Humanas Sociais Aplicadas e teve como objetivo afirmar que de “O Dia da Consciência Negra” não é apenas sobre olhar para trás, mas também sobre olhar adiante, construindo um futuro mais inclusivo mostrando o papel significativo da escola na promoção da valorização dos negros e na construção de uma sociedade mais justa.
A busca pela justiça e igualdade se tornou uma luta mais que necessária, as portas do Gastão estarão sempre abertas para esses debates”, prometeu a professora Alfreda Xavier, diretora do IETIGG.
De acordo com a professora Sandra Machado, uma das idealizadoras do encontro, esse é um momento em que a gente reuniu alguns convidados para debater as causas das questões raciais. “Não podemos mais cruzar os braços para o tema e aceitar tudo sem um debate”.
Convidado para o evento, o vereador Jhonatas Monteiro (PSOL) disse, “o Gastão Guimarães no contexto nacional é um dos poucos colégios a desenvolver esse importante tema. É fundamental o ambiente escolar para a luta contra o racismo ao longo do ano. Debater o racismo é um compromisso de todas as pessoas”.
Para o professor de Geografia e apresentador do evento, Luciano Araújo, o encontro teve como objetivo incentivar aos nossos alunos a entenderem a importância da Consciência Negra todos os dias”.
“O evento foi uma oportunidade de passarmos para a comunidade estudantil o entender como o racismo acontece e, trazer como a gente pode a partir da Legislação buscar melhorias e inibir o racismo dentro do espaço público”, disse a advogada criminalista e ex-estudante do Gastão, Cassiele Matos.
Segundo o ex-aluno do IETIGG e estudante de História da UEFS, Yuri Caetano, o Altas Horas tem uma importância definitivamente ímpar para os alunos. “Eles saem daqui iluminados com conhecimentos sobre as suas ancestralidades. Consciência Negra todos os 365 dias do ano”.
Graduada em História pela UEFS, Railda Neves afirmou que eventos como esse precisam acontecer todos os anos. “Esse evento fortalece a Lei Federal 10.639, promulgada em 2003, que estabeleceu o “Dia Nacional da Consciência Negra” no calendário escolar, buscando integrar o ensino da cultura afro-brasileira em todas as escolas. Parabéns Gastão Guimarães por essa iniciativa. ”.






