Moradores da Rua Barcelona, no Parque Getúlio Vargas, denunciam descaso de proprietário e pedem intervenção urgente da prefeitura diante do lixo e criminalidade.
Por Luiz Tito
Um cenário de riscos invisíveis e visíveis
O cenário na Rua Barcelona, ao lado do número 105, no bairro Parque Getúlio Vargas, é de total degradação. O que antes era um terreno murado, está se transformando em um lixão a céu aberto e foco de matagal após o proprietário derrubar as paredes para um projeto de estacionamento que nunca se concretizou.
Segundo os moradores, a área tornou-se um criadouro de ratos, baratas e insetos peçonhentos, elevando o risco de doenças infectocontagiosas em uma vizinhança que se sente desamparada pelo poder público.
O morador e trabalhador local, Alexandro Gomes dos Santos, conhecido como Alex, relata que a vizinhança tenta realizar limpezas paliativas, mas o descarte irregular de lixo e animais mortos persiste. “Pelo menos há dois, três anos que tá nessa situação. O proprietário deixou essa herança maldita para nós moradores”, desabafa Alex, evidenciando que o transtorno vai além da sujeira, afetando diretamente a saúde pública da região.
A insegurança escondida no matagal
Escuridão facilita ações de marginais
Além do perigo sanitário, o terreno abandonado serve como esconderijo estratégico para criminosos, transformando a rotina de quem transita pela rua em um estado de alerta constante. O próprio Alex relata ter sofrido uma tentativa de assalto recentemente, quando dois jovens saíram do terreno em sua direção no momento em que ele estacionava o carro. A falta de iluminação e a altura do mato facilitam inclusive a invasão a residências vizinhas, como no caso de um suspeito que foi detido após pular o muro baldio para acessar casas adjacentes.
Apesar das constantes queixas, a comunidade afirma que as solicitações à Prefeitura de Feira de Santana não surtiram efeito até o momento. Cansados de esperar, os moradores organizam um abaixo-assinado para exigir o cumprimento da Lei Municipal nº 3.245/2011, que obriga proprietários a manterem terrenos limpos e murados.
Enquanto a fiscalização não chega, o sentimento de esquecimento predomina entre as famílias que convivem diariamente com o medo e a sujeira.
Fotos: Luiz Tito



