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Mais Médicos: condição quase análoga à escravidão

 

No tempo da escravidão, alguns homens e mulheres eram escolhidos por seus donos para trabalhar fora da casa grande ou propriedade, como vendedores, principalmente de doces e frutas, ou no setor de serviços, depois de cumprida suas tarefas diárias.

O escravo ficava com parte do lucro. Ele juntava sua parte até conseguir a quantia suficiente para comprar a sua liberdade. Com a carta de alforria no bolso, calçava sapatos – que os diferenciavam dos demais negros.

Ficar com uma pequena parte do que ganhava era a realidade – além do trabalho nas unidades de saúde – dos médicos cubanos, que participaram do Programa Mais Médicos. A esquerda se dá a liberdade de ver a relação com o que acontecia no século XVIII?

Os salários dos médicos, oficialmente, era de seis mil dólares – no valor de hoje mais de R$ 30 mil, mensais. Um excelente salário para os padrões nacionais e uma fortuna para os cubanos, que lá, na ilha caribenha, recebem cerca de 30 dólares – pouco mais de R$ 150.

O problema é que os profissionais ficavam apenas com mil dólares – aproximadamente cinco mil reais. Os outros cinco mil dólares iam para os cofres do governo cubano, o senhor dos médicos. Um negoção para os ditadores: exportar mão de obra.

Ficar com a maior parte do salário de um trabalhador não é situação que o leva à condição de análogo à escravidão? O médico tinha dívidas a pagar com o governo cubano para não ficar com o rendimento integral?

Com salários de 20 dólares, a oferta de mil dólares enche os olhos dos médicos. A condição de necessitado, não a ideologia, o leva a se submeter a esta situação degradante: a escravidão oficializada.

Os escravos atravessavam o Atlântico – para falar apenas os vindos para as Américas, para nunca mais voltar – alguns poucos conseguiram fazer a travessia. Os médicos aqui chegavam com a obrigação de retornar, pois lá deixavam, sob a vigilância da ditadura, filhos, maridos ou pais.

O Mais Médico foi proposto por Cuba, que ditou as regras para a sua criação, ao governo petista aliado, que a aceitou sem fazer perguntas. Apenas obedeceu as ordens vindas de Havana. Um dolaroduto que abastecia os asfixiados cofres da corrupta ditadura cubana.

Por Batista Cruz

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