“Estamos dando um passo decisivo com a implementação da TV 3.0. Este não é um simples avanço tecnológico, mas a redefinição do papel da televisão aberta no ambiente digital”, destacou.
A nova geração, instituída pelo Decreto nº 12.595 de 2025, representa a maior mudança no setor desde 2007. Ao adotar o padrão tecnológico ATSC 3.0, o Brasil integra soluções de alta eficiência que deverão ser seguidas por outros países nos próximos anos.
“Reafirmamos o posicionamento do Brasil como um país que não apenas acompanha as transformações do setor, mas que também contribui ativamente para moldar o seu futuro”, pontuou o ministro Frederico de Siqueira Filho.
O NAB Show, realizado anualmente em Las Vegas, é reconhecido como um dos principais palcos globais da inovação tecnológica, reunindo os líderes e profissionais mais influentes da radiodifusão mundial. Nesse contexto, o SET:30 destaca-se como um evento estratégico organizado pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET), que atua como um elo entre a indústria, a academia e as políticas públicas.
Integração entre TV e internet
No evento em Las Vegas, o ministro também destacou que a TV 3.0 redefine o papel da televisão aberta ao integrar, de forma nativa, o broadcast (radiodifusão) e o broadband (internet). “Estamos falando de uma plataforma de serviços digitais que oferece uma experiência personalizada sem perder sua essência como meio de comunicação de massa gratuito e acessível”, afirmou.
Além da qualidade de imagem em 4K e 8K e do áudio imersivo, o novo padrão abre caminho para modelos de negócio inovadores, como a publicidade segmentada e o comércio eletrônico integrado diretamente à tela.
Compromisso social e inclusão
Para o Governo do Brasil, a transição tecnológica é também um instrumento de cidadania. O projeto prevê recursos avançados de acessibilidade, como Libras e audiodescrição interativa, além de um sistema robusto de alertas de emergência com segmentação geográfica.
O Ministério das Comunicações e a Anatel estão trabalhando na fase final dos normativos para a operação, que deve começar nas principais cidades brasileiras ainda em 2026. Para garantir que a inovação chegue a todos, o Ministério estuda o uso de recursos do Edital 5G para a distribuição de kits de recepção às famílias de baixa renda.
“A mensagem é clara: o Brasil está preparado para a TV 3.0. Estamos estruturando o ambiente regulatório e garantindo segurança jurídica para que os investimentos ocorram, gerem valor e inclusão digital para todos os brasileiros”, concluiu o ministro.
Inovação e interatividade
A TV 3.0 transforma a experiência do telespectador em algo completamente interativo. Diferentemente do modelo atual, a navegação será feita por meio de aplicativos, eliminando o conceito tradicional de “canais” e integrando de forma nativa o sinal de radiodifusão à conectividade com a conectividade à internet.
Essa convergência permitirá que a televisão ofereça conteúdos sob demanda e uma programação personalizada de acordo com o perfil de cada usuário.
No aspecto técnico, a nova geração representa um salto de qualidade. A resolução das imagens aumentará de Full HD para o 4K, podendo chegar a 8K com o apoio da internet, oferecendo mais de um bilhão de cores e melhorias significativas no contraste.
O áudio também se torna imersivo e personalizável, permitindo que o telespectador escolha, por exemplo, entre destacar a voz do narrador ou privilegiar o som ambiente da torcida durante uma partida de futebol.
Além do entretenimento, a TV 3.0 funcionará como um canal de cidadania e utilidade pública. A tecnologia possibilitará a integração com o Governo Digital, facilitando o acesso a serviços públicos diretamente pela tela da TV, além de permitir o envio de alertas de emergência com segmentação geográfica.
Outra inovação em testes no Brasil é o 5G Broadcast, que transmite o sinal da TV aberta para aparelhos celulares sem consumir dados móveis, garantindo recepção gratuita e promovam estável, mesmo em grandes aglomerações.





