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A PRÉ-CANDIDATURA DE ANDREA CASTRO E OS VEREADORES

Por Marco Wense

O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), depois de quebrar o tabu da reeleição, tem pela frente outro desafio: eleger a primeira-dama, Andrea Castro, para o Parlamento estadual no pleito de 2026.

Nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, a pré-candidatura de Andrea pelo PSD começa a ser comentada, principalmente entre correligionários mais próximos do alcaide.

Não se sabe ainda qual a posição da primeira-dama, se vai ou não postular uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado (ALBA). Até agora nenhuma declaração sobre o assunto. Se tem alguma decisão, está restrita a ela mesma, conversando com seus próprios botões, e ao chefe do Executivo.

Salta aos olhos, que não precisam ser do tamanho e muito menos arregalados como os da coruja, que Augusto Castro, uma espécie de Jaques Wagner (PT) do interior quando se trata de articulação política, vai buscar o apoio dos vereadores à legítima pretensão da primeira-dama de se candidatar a deputada estadual.

Jaques Wagner, eleito e reeleito governador da Bahia, líder do governo Lula 3 no Senado da República, criador político do agora ministro Rui Costa, é chamado de “bruxo”, capaz de beliscar azulejo. E com as unhas grandes.

Em relação aos edis, eleitos ou reeleitos, o augustianismo dar como certo o apoio da maioria esmagadora. O PSD, abrigo partidário do prefeito, elegeu três: Eramos Ávila, Sivaldo Reis e Silas da Saúde.

Os partidos que compõem a federação PT/PCdoB/PV, que emplacou três vereadores, um do PT e dois do PCdoB, respectivamente Manoel Porfírio, Vilma e Paulinho do Banco, devem apoiar os candidatos da sua sigla, seguindo assim orientação da executiva estadual.

A dúvida da exigência de apoiar uma candidatura da legenda, por conta do instituto da fidelidade partidária, fica com o PSB. Não se sabe qual será o posicionamento da deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do partido. O PSB elegeu dois representantes na Câmara municipal, Zé Alberto e Bruno Bileco.

O apoio do PSDB à pré-candidatura de Andrea Castro é dado como favas contadas. A legenda elegeu Júnior da Saúde. Não se sabe também a posição do comando estadual dos vereadores eleitos pelo Republicanos, Ronaldão e Thales Silva. O augustianismo não ver nenhum problema com os edis do Avante, Eldon Orêa, Denilton Martins e Zói, do Cidadania, Ricardo Xavier, do PP, Kaiá da Saúde e Babá Cearense, do DC, Robson Rigaud, e do Solidariedade, José Carlos, legenda do deputado estadual Fabrício Pancadinha.

Com efeito, apenas duas siglas, o União Brasil com Danilo da Nova Itabuna e o PL com o delegado Clodovil, devem seguir o caminho da oposição ao chefe do cobiçado comando do centro administrativo Firmino Alves. O PL, partido do ex-presidente Bolsonaro, em decorrência do prefeito Augusto integrar a base aliada do lulopetismo da Boa Terra. O UB pelo mesmo motivo. O principal, no entanto, é o fato de que Danilo conseguiu sua reeleição fazendo oposição ao governo municipal.

João Roma, ex-ministro do então governo Bolsonaro, presidente estadual da legenda, já deu várias declarações de que não vai permitir qualquer tipo de aproximação do Partido Liberal que possa ajudar o PT.

No mais, como sempre digo, dizer que o processo político é dinâmico. Sobressaltos e surpresas são elementos inerentes ao jogo que tem como precípuo objetivo a conquista do poder, quase sempre assentado no ensinamento maquiavélico de que os fins justificam os meios.

Outro lembrete, ao caro e atento leitor, é que a rebeldia de alguns vereadores pode levar a exoneração dos indicados para trabalhar na prefeitura. Augusto Castro tem esse trunfo nas mãos.

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